" Qualquer homem pode despir o corpo de uma mulher. Desnudar sua alma, porém, é tarefa para poucos." - Chandelli 69 Contos Secretos: Novembro 2016

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Perdição




  Somos o prazer oculto. Somos o desejo que convida para o perigo.
  – Hoje você será minha menina.
  Seu corpo ardente é a perdição dele, seu olhar cativante o transporta para outra dimensão cheia de luxúria e totalmente sem pudor. Ela permanecia sentada na beira da cama com o rosto voltado para ele usando apenas uma lingerie branca, o que dava um contraste perfeito com a cor da sua pele. Seus olhos conectados libertavam um magnetismo, uma áurea que os rodeava.
   Conforme ele desabotoava a camisa branca, ela virou seus olhos para o peitoral dele, parecia observar os detalhes, talvez, ou imaginar o caminho onde a levaria se continuasse olhando para baixo. Ele retirou seu jeans e se aproximou dela. Em pé, colocou sua mão no rosto dela, acariciou a curva do queixo até o outro lado, passou o polegar por seus lábios. Ela fechou os olhos. Seus carinhos delicados e atrevidos abriam os caminhos da imaginação dela. Ele colocou suas mechas caídas em seu pescoço para apenas um dos lados, alcançou com seus lábios sua pele. Beijou-a.
  Ela curtia seu toque com os olhos fechados se entregando, seu corpo começou a reagir. Seus movimentos ficavam mais intensos, abocanhava o pescoço dela como fosse devorar, subia e descia esfregando seus lábios por toda a extensão e, às vezes, beijava-a na boca. Segurava seus cabelos e voltava a beijá-la. Virava o rosto dela para ele, olhava-a, beijava-a. Ele a colocou de joelhos na beira da cama virada de frente para ele. Agarrou sua cintura e colou seu corpo no dela. Ela automaticamente seguia o que acontecia naturalmente. Seus desejos buscavam por emoções... Por adrenalina... Por êxtase.
   As mãos dele escorregava em seu contorno, buscando seus detalhes. Segurou sua bunda e aperto com as duas mãos. Aproximou sua boca na dela e a beijou. Ela se mexia sentindo a ereção dele por cima da cueca. Movimentos envolventes de vai e vem. Rebolados, sarradas e balanço. Estava perdida quando ele encostou seus dedos entre suas pernas semiabertas. Ela soltou um gemido baixinho quando ele colocou sua calcinha para o lado e acariciou sua virilha com a pontinha dos dedos. Sentiu um estremecimento quando ele tocou seus lábios, invadindo e alcançando sua entrada. Estava completamente úmida. Entregue. Ele introduziu e retirou. Várias vezes. Começou um jogo erótico de provocações. Um de frente para o outro, apostando no prazer, dobrando as apostas, aumentando o ritmo. Ele a virou, colocando-a de quatro. Passou a língua por toda sua buceta lentamente. Abriu com os dedos e repetiu. Sem retirar a cueca, colocou seu membro para fora e procurou o caminho que  lhe pertencia, que lhe atraía…
   Com seus corpos unidos, movimentou-se devagar, sentindo sua carne tocando todo caminho do seu órgão. Ela olhava para trás para ver suas expressões. Estava ao delírio. Era a sua perdição. Ele oscilava aumentando o ritmo. A cada estocada, delirava, vibrava, arrepiava-se. Ela entrava em erupção, seu corpo deu resposta àquelas investidas com um clímax de estremecer…

Continua.