" Qualquer homem pode despir o corpo de uma mulher. Desnudar sua alma, porém, é tarefa para poucos." - Chandelli 69 Contos Secretos: Outubro 2016

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Sintonia...



Seu cheiro se impregnou em mim, sua voz soa sinfonicamente entre minhas memórias, seu sabor preencheu meus lábios... 
Bebo um gole de vinho tinto, e o vermelho me lembra o calor que nossos corpos emitiam. Explodiam. 
Às vezes uma única noite não sai da nossa cabeça. Enquanto o vinho desce pela minha garganta, recordo do seu beijo, os caminhos estreitos que seus lábios me levaram até encontrar um abismo misterioso chamado boca. Eu a invadi com minha língua e toquei-a com vontade, delicadeza, sede...
Escorregava minhas mãos em sua pele macia e morena, carente de toques e de beijos. Mergulhei meu rosto em seu pescoço a procura de aventura, conhecer seus sabores e segredos. Sentia seu cheiro de prazer. Arrastei minha boca até seu ombro e voltei de encontro a sua. Era como se você estivesse aqui agora. Os lençóis amassados testemunhando nosso ritual. Novamente, minhas mãos ganhava a forma do seu corpo, desenhava suas curvas, perdida a cada pedacinho. Acariciei o meio das pernas e vi que estava molhada. Pronta pra mim.
– Hummm...
Tirei sua blusa e deixei a mostra seu sutiã. A cada toque e troca de olhares, a luxúria despertava e ganhava forças. 
Retirei minha camisa e minha calça, ficando apenas de boxer preta. 
Seu olhar misterioso como a noite refletia seus pensamentos indecifráveis e indecisos. Buscando cada vez o melhor de si. 
– Que delícia! – Sussurrei.
Olhei de novo em seus olhos, só que dessa vez profundamente. Toquei com mais intensidade. Deitei-a na cama e me lambuzei em sua barriga alisando suas pernas. Meus dedos apoderou-se de sua boca, preenchendo-a. Ela chupava e mordia. Seus movimentos foram convidativos para colocá-la de pé e retirar seu jeans. Ela apenas de lingerie, e eu totalmente sem jeito, sem pudor. Sem pressa, saboriei sua pele e percorri com os dedos até seu íntimo coberto de fios opacos que me levavam à loucura. 
Com fervor...
Com apetite...
Com febre...
Sem palavras...
Meus lábios serpenteavam suas coxas. No meio de suas pernas, seu cheiro perfumado de tesão chamava por mim. Eu a olhei e vi sua cara de safada, observei sua boca entreaberta, seus olhos quase fechados e seus cabelos bagunçados. Mordi minha boca e brinquei com a língua na sua buceta.
Apreciei seu íntimo e degustei sua lubricidade.
Deitei por cima dela e encostei meu peito no seu. Encaixei na sua entrada e me movimentei. Queimava-me com seu fogo, meu corpo enlaçado ao dela ilustrava o nosso pecado. Após um tempo, ela me virou e montou por cima de mim. Era uma das melhores vistas que já vi. Ver sua silhueta subir e descer era um espetáculo. Minhas mãos escorregavam em suas curvas suadas, enlouquecidas. 
Seus grunhidos ecoavam pelo quarto. Ela se entregando pra mim, entrando em uma sintonia misteriosa e alucinante. Seus movimentos eram estonteante, subia e descia, me olhava. Permaneceu sentando até chegar ao êxtase, até seu gozo se liberar e o seu corpo pedir mais...